Layla AbdelRahim; domesticação, crianças, supremacia branca, primitivismo!

Layla AbdelRahim?

0layla

Tradução Amadora; Amateur Traducion; Non Scholar Translation!

(qualquer semelhança com a realidade não é pura coincidência!)  

 

Quem é Layla AbdelRahim?

 

Do Wikipedia: Layla é umaantropologista e autora Canadiana, da qual as palavras sobre civilização e mundo selvagem têm contribuído  para o campo literário e estudos culturais, estudos do mundo animal, filosofia, sociologia, e tambémanarco primitivismo,epistemologia, critica da civilização e educação. Ela atribui o colapso da diversidade de bio sistemas e degradação ambiental ao mono culturismo e a antologia da civilização que explicam a existência em termos de funções deutilidade antropocêntrica.

Os seus livrosChildren’s Literature, Domestication and Social Foundation: Narratives of Civilization and  Wildderness (Routlege 2013) e Wild Children – Domesticated Dreams: Civilization and the Birth of Education ( ferwood 2013) tiveram uma contribuição para a literatura sobre a teoria e a critica sobre crianças e a critica da educação como raiz na civilização da necessidade da domesticação das crianças como recursos.

Abdelrahim recebeu o seu A.B. doBryn Mawr College e um Ph.D. daUniversité de Montréal, Departement of Comparative Literature. A sua dissertação entituladaOrder and the Literary Rendering of Chaos: Children’s Literature as Knowledge, Culture, and Social Foundation, examina os efeitos das premissas oncológicas do auto conhecimento humano (antropologia) e a repercussão de tal conhecimento da destruição antropogénicas  dos sistemas de vida e da diversidade.

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Entrevista retirada do site/ From:http://puntickovanichrobaci.blogspot.cz/2013/11/interview-with-layla-abdelrahim.html

Como chegaste ao anarco primitivismo?

A minha posição ética sobre os outros seres vivos foi formulada antes de conseguir falar. Nasci em Moscovo. Os meus avós russos tinham uma pequena quinta na região sul de Moscovo. Ver como gostavam dos animais que “criavam” e a floresta que rodeava a pequena aldeia tornou-me ciente da inerente contradição entre dizer que gostava de alguém e depois matar alguém não humano a sangue frio, para comida. Resolvi isso aos 4 anos ao deixar de consumir carne.

Os meus avós e parentes tinham uma relação com os animais, mundo selvagem, governo e tecnologia complexa e permitiam que eu explorasse e formulasse a minha posição mesmo influenciando as minhas experiências enquanto crescia. Por exemplo, o meu pai era um geólogo Sudanês que amava o mundo selvagem. Algumas das memórias mais felizes que tenho da minha família ou vão até à aldeia russa ou a algum campo geológico no Darfur, quando a Savannah ainda vivia antes dos geólogos encontrarem urânio e outros “recursos naturais”.Lembro-me do meu pai criticar o sistema predatório politico e colonial que descobriu estes “recursos”, e mesmo criança sem conhecimento antropológico ou vocabulário político, soube que a crítica era limitada ao “colonialismo europeu” versus “ Independência Nacional Sudanesa”, onde o sofrimento dos animais selvagens e  tribos humanas que viviam na área  eram afectadas pelo avanço da civilização e continuavam sem reconhecimento nesta narrativa. Sabia de todo o coração que o link entre geologia e mineração, encrostadas na civilização e destruição da vida que eu estava a testemunhar ao crescer no Sudão foi essencial para entender e ultrapassar a violência na qual cresci, seja pessoalmente ou a nível social. Voltei ao Darfur menos de 2 décadas depois e a vida harmoniosa do mundo selvagem no final dos anos 60, no inicio dos anos 80 tinha desaparecido das regiões deHofrat al Nihas. Só sobra areia, radiação, guerra, e morte.

Comecei a articular a ligação entre tecnologia. “conhecimento”, e civilização como sendo o cerne do problema da devastação da vida na terra quando andava no 3º ano de estudos de engenharia civil. Os planos para a construção de estradas e barragens revelaram-me como o próprio conceito de arquitectura antropocêntrica era o problema da desertificação que via rastejar do Norte de África entranhando-se por km na frágil harmonia da sobrevivente vida colonialista. Guerra, racismo, sexismo e extinção de espécies estavam obviamente ligadas, mas ao mesmo tempo ainda não tinha a minha fórmula crítica. Pouco depois de acabar o meu terceiro ano, no entanto, desisti desses estudos e juntei-me nos esforços para ajudar as vítimas da guerra e parar a desertificação, a guerra, e a extinção. Isto levou-me ao jornalismo de guerra e depois aos meus estudos e pesquisa antropológica, social e literatura comparativa, com as minhas experiencias reais de vida, a minha exposição na infância a 5 línguas,  e feitos históricos, como também a minha posição ética a guiar a critica do sistema epistemológico actual e economia social e mais paradigmas ambientais e praxis.

 

Pensas que o Anarco-primitivista é real? A resposta mais usual é, que o AP é uma utopia, ou que não existe meio de voltar atrás e também que temos tantas(nano)tecnologias fantásticas, que vamos resolver os problemas no futuro, não só os ambientais, mas também os problemas sociais.

Anarco-primitivismo é uma teoria e critica da hierarquia, politicaparasitic e sistemas económicos sócio – ambientais. Os argumentos são baseados em observação de como a vida se desenrolou neste mundo por biliões de anos. As críticas do AP são diferentes e não existe uma linha monolítica de conhecimento ou “ linha de partida”: por exemplo, existem aqueles que começam na altura dos caçadores colectores, outros no cristianismo primitivo deLeo Tolstoy ouJaques Ellul, ou outras tradições vegans. Porque estes pensadores ou críticos da civilização estão interessados em observar os princípios da vida; partem a partir de várias disciplinas compaleontologia,etnologia, antropologia, biologia, entre outras. Não é necessário ser anarco primitivista para observar que os princípios que permitem ao nosso sistema de vida para prosperar são baseados na diversidade e relações selvagens. Por “selvagem” digo “não domesticados” e existir para um princípio próprio, independentemente  de terem existido por intervenção divina ou acidente geológico e não pelo propósito de exploração na “cadeia alimentar”.  Estes sistemas de vida de prospecção em relações fiáveis onde a biodiversidade é a chave. O AP compara estas observações dos princípios de vida com os princípios da civilização e sistemas hieráticos sócio ambientais e sistemas económicos. Esta comparação revela que o mono culturalismo e domesticação não são sistemas viáveis. Eu falo destes sistemas profundamente no  meu trabalho, particularmente de como a domesticação de crianças humanas segue o mesmo princípio da simplificação, ameaça de morte, mono culturalismo, e consumo da vida é de não humanos. Podem estar interessados em ler os meus links entre ontologia, teologia e antropologia no livro: Red Delicious.

Nomeadamente, as bases ontológicas é o consumo de “ recursos” e escravatura que se torna as bases destas relações parasitas onde a vida, a força, e esforço são consumidos só num caminho de energia. Basicamente, isto estabelece relações de dependência onde o escravo depende de um “recurso” seja humanos animais, não humanos, ou máquinas, para trabalhar para o benefício do “dono” e onde o “recurso” é coercivo a trocar a sua vida e o propósito selvagem de ser pelo direito a viver e trabalhar. O meu livro Wild Children – Domesticated dreams: Civilization and the Birth of Education, relata sobre Ontologia, epistemologia e problemas metodológicos da domesticação.

Porque, como defendo no livro, a premissa da civilização é consumir, matar, e colonizar, grita uma antropologia enraizada no sistema predatório: tanto matar e violar. Nomeadamente, conhecimento civilizacional conflui o homem como o grande predador e que o mundo existe numa “cadeia alimentar” natural “hierática” para ser controlada, reproduzida, e consumida. Mais uma vez, a observação dos princípios de vida revela que os sistema hieráticos de subsistência são  insustentáveis, e parasitas, porque para prosperar, a vida precisa de diversidade, mutualidade, e simbiose. Ao construir uma antropologia com raiz no consumo de trabalho, carne, e vida, a civilização então cultiva culturas insustentáveis de relações sócio ambientais e porque estamos a testemunhar uma morte antropogenic do mundo, que esta literalmente a ser devorado pelos animais humanos civilizados.  Esta é uma situação de emergência e não nos podemos dar ao luxo de reflectir se podemos “antropogênico voltar atrás” ou só correm ao logo tentando tornar selvagem os nossos corpos moribundos.

A questão pertinente que enfrentamos não se as sociedades observadas de humanos não domesticados e não pessoas não humanos são utópicas não é se o selvagem é utópico, porque o mundo selvagem conseguiu com sucesso viver até agora e eu vivi na e com o mundo selvagem tanto na Rússia como no Sudão. O verdadeiro problema é que a civilização provou ser “utópica”. Nunca cumpriu as suas promessas: aumentou a fertilidade de mono culturalismo tanto que hoje não humanos e animais humanos domesticados constituem 98% da biomassa vertebrada na terra, pelo contrário, antes do aparecimento da civilização agrícola à 10 mil anos atrás, 99% da biomassa vertebrada consistia em espécies selvagens. Criou doenças, mortalidade precoce através da desertificação, guerra, acesso hierárquico a comida e água, etc. Colonizou o mundo e devastou-o. Até o oceano se está a tornar num deserto e a sufocar em plástico, ácidos, e lixo da civilização.

A esperança de que a tecnologia nos evitará o sofrimento é análoga – mesmo através de infinitamente mais dor e tragédia – á piada que se ouve no Leste da Europa: podes curar uma ressaca com Vodka. Todos sabemos como cura a Vodka por si, como outras drogas legais e ilegais, é um sintoma de desespero no qual a dependência do sistema predatório tecnológica nos prendeu. A necessidade de embriagar é a nossa inadaptação ou falta de vontade de enfrentar a nossa verdade: escolhemos a civilização portanto escolhemos a morte. Agora a verdadeira questão é: podemos unir a força para criar uma escolha diferente? O AP não oferece soluções, mas a sua critica mostra onde falhámos e mostrar uma diversidade de caminhos por onde podemos ir e como nos podemos curar e ao mundo.

 

O que nos tirou a domesticação, em termos sociais, e consciência?

Com consciência digo conhecimento. A domesticação teve um grande impacto no desenvolvimento humano? Ex: è claro que o desenvolvimento dos animais não humanos, que foram domesticados, pararam?

A domesticação definitivamente tirou-nos a inteligência e conhecimento de como viver no mundo. Educam-nos a sobreviver na civilização: Ex como ser dependente da hierarquia de mestres que nos tiram o EU e o mundo. Em vez de aprender sobre o mundo através de empatia e presença  – “ como te sentes quando és tu?- pensamos para aplicar esquemas e representações para entender o que os mais “iluminados” na cadeia alimentar querem que “saiba-mos”. Também, ao aprender a aplicar esquemas e fórmulas para situações de vida real sem entender a complexidade do que está em jogo, perdemos a nossa chance de gozar uma compreensão holística do mundo e também adaptação a novas ocorrência.

No mundo selvagem, humanos e crianças não humanas aprendem como aceder a cada situação e a compreender cada contra correctamente e não são sempre previsíveis. Se não estivermos preparados para sermos surpreendidos podemos não sobreviver. Igualmente, não é sempre uma experiencia. Como observou Kropotkin no seuMutual aid: A Factor of Evolution, viver no mundo selvagem é na maioria uma boa experiência, sendo o sistema predatório o factor menos proeminente, porque os herbívoros historicamente são em numero maior que os predadores, que por sua vez comem menos e dormem mais. A finalidade da domesticação, em contraste, é assegurar controlo e prever de “assets” e “recursos”. Porque, o seu programa é antiético para a evolução, diversidade, improvisação, mudanças e surpresas. Os “recursos” que tal sistema produz é dependente daquele que controla as suas vidas e a sua comida. “recursos” dependentes são aqueles tornou incapaz de prosperar fora do sistema de coerção e ameaças. Têm de ser feitos estupidificados e depois mentem-lhes. São enganados, vitimizadas, ameaçadas, e consumidas. No entanto, como argumento no meu livro, humanos e animais não humanos asseiam selvajaria e necessitam muito menos de parecerem  ferais do que as décadas que leva a domestica-los até ao esquecimento.

 

O critica do Ap da educação para a maioria é incompreensível, especialmente, para a funcionalidade do mundo “moderno”. O que dizes (numa introdução) a essas pessoas?

Mesmo para mim, este link entre educação e domesticação não era obvia. De facto, o meu livro sobre educação apareceu como efeito paralelo da minha investigação sobre guerra, em antropologia médica na Suécia, e nas ligações entre a construção do “ otherness”, a lei, e o corpo médico num tribunal na França – que me levaram á minha doutorada dissertação sobre epistemológica, ontológico, e antropológico entendimento das narrativas da civilização e do mundo selvagem. A ligação torna-se clara quando estava a criticar a fundação do conhecimento civilizado como base de classificação e a separação de espécies. Nomeadamente, apercebi-me que ao destacar as diferenças ao entender o humano separado dos não humanos ou da vida como forma de vida diferente de não vida constituía a epistemologia que justifica a crueldade e que essa estava na raiz do sexismo e racismo. Comparando este entendimento social construído da nossa humanidade como predadora e alienada de como os não civilizados humanos e pessoas não humanas relacionadas com o mundo fez-me ver como o projecto de educação é crítico para a domesticação, porque oferece tanto o “conhecimento” que justifica a opressão, sistemas de vida colonialistas pelos predadores humanos, exploração, consumo e também o estabelecimento da metodologia para reproduzir esta cultura de subsistência e economia sócio ambiental.

Por outras palavras, se queres que pessoas mantêm por ti, precisas de assegurar que eles não sabem a experiencia e verdade daqueles que matam. Precisam de ser alienados daqueles que tem de matar e esta alienação e o sistema predatório tem de ser naturalizada: constrói-se uma antropologia de humanos como superiores aos não humanos e humanos “inferiores” como seres não sencientes que não sentem dor, que existem para nosso consumo. Ou, construi-se uma identidade das pessoas que se manda matar como diferente das pessoas do teu grupo, raciona-se que foram eles que começaram e instala-se o medo de que te vão matar se não o fizeres primeiro, etc. Mas aepistemology não é suficiente só por si, precisa-se então de criar uma situação de constante falta e perigo para as pessoas interiorizarem o medo e a violência. È aqui que a metodologia da pedagogia do civilizado tem um papel critico: as crianças humanas são tiradas aos seus pais muito cedo, aprisionadas em grupos da mesma idade dentro de salas, onde são constantemente ameaçados com fome pelas fracas notas e falta de emprego, se não aprenderem  o “conhecimento” abstracto e a gramática civilizada da hierarquia e obediência. Esta pedagogia espelha os métodos utilizados em animais não humanos escravos: um cavalo é alimentado só se der mais lucro ao domesticador do que gasta em sustentar e se recusa a trabalhar, é morta. Neste sentido, o famoso fisiologista russoIvan Pavlov não descobriu nada novo quando articula a sua teoria de treino de cães. No meu livro sobre educação, exploro outras pedagogias de crianças “sem instrução” e reconto as minhas observações de como aprendem.

 

O que pensas sobre os tradicionais ou anarquistas vermelhos? Especialmente, quando falamos sobre a sua neutra atitude sobre tecnologia, domesticação e muitas vezes sobre colonialismo. (actualmente a sua atitude para com o AP e suas ideias é a mesma que a da maioria da sociedade)

Primeiro, o tremo “tradicional” é altamente problemático, porque estabeleça bias para com uma perspectiva especifica como a “norma” “maioritária”  e então normaliza a expectativa que dá o seu poder enquanto marginaliza ou estabelece como “ desviantes”ou “anormais” outras perspectivas. A questão que tal termo levanta é: tradicional de acordo com quem? Não civilizado, não tecnológico, uma sociedade capitalista baseada em apoio mútuo e culturas sócio económicas simbióticas de subsistência tem sido a norma através da história do mundo até ao presente. Tribos não contactadas continuam a existir e a resistir á civilização pelo mundo até hoje. Também os não humanos selvagens. Mesmos esses rodeados pela civilização não desistem do mundo selvagem facilmente, pode-se ver na resistência contra a barragem Belo Monte pelos indígenasXingu do Brasil ou osMi,kmap que resistem à exploração xale gás no Canadá são alguns exemplos de resistência contemporânea à violência civilizada.  De facto, domesticação e civilização – com os seus sistemas de governar têm tido resistência constantemente desde que a cultura agrícola sedentária começou a colonizar a vida nómada de não humanos e humanos animais. Por outras palavras, a resistência á civilização de várias formas tem sido prática tradicional em todo o mundo por mais de 10.000 anos “ o anarquismo vermelho” existe esporadicamente nos enclaves históricos europeus e outras civilizações Ocidentais por poucos séculos.

Segundo, o conceito de anarquismo por si é contextual. Sociedades selvagens, das quais as culturas de subsistência eram baseadas em relações socio-ambientais simbióticas, não podem ser definidas como “anarquistas”, porque anarquismo é resistência a sistemas de governabilidade em culturas hieráticas e os seus métodos de coerção, exploração, e consumo que o sistema governativo impõe. Por outras palavras, o anarquismo é importante para entender o problema da governação, para articular criticas de domesticação, e para propósitos tácticos de resistência e ultrapassar um sistema baseado em sofrimento, desertificação, e morte. Estas criticas crescem em circunstâncias próprias e portanto são contextuais, portanto limitadas e baseadas. Por exemplo, um homem branco saudável escrevendo uma teoria anarquista e a desenhar a praxis anarquista no sociedade  sec 19 ou no sec 20 da branca supremacista  dependente do “imperialismo”, racismo, sexismo e privilégios “especistas” que o protege de experimentar a realidade das presas humanas ou não humanas. Isto acontece porque, mesmo que exista um grande valor na sua análise, no entanto, o seu entendimento e recomendações serão baseadas e limitadas, porque ele nem sempre será cognitivo se é a presa ou predador na vida diária porque na experiência e epistomologically ele conhece o mundo através de uma visão predatória. Muitas vezes, a própria ciência na qual estes homens baseiam as suas criticas derivam desta perspectiva predatória naturalizada da qual beneficiam e a sua epistemologia trabalha para confirmar a eles o aspecto “natural” do sistema predatório, revelando-lhes então o caminho na qual a sua própria existência, subsistência e resistência depende da vitimização de grupos inteiros de pessoas designadas como “presas” no seu nicho sócio – económico.

Excelente ilustração de tal miopia na crítica da civilização hoje será o trabalho deJared Diamond que continua a construir na suposição que o mundo não civilizado e não domesticado é baseado na violência num sistema predatório. No anarquismo de esquerda esta perspectiva predatória pode ser seguida em tais conclusões como desenhada por teoristas contemporâneos comoDavid Graeber. Por exemplo, em Junho 2009, Graeber e eu tivemos uma discussão publica no grupo Anarquists Antropology naOpen Antropology Cooperative na qual ele acusou o AP de viver na cave das suas mães e disse-me que ele sabia o que queriam os agricultoresBangladeshi: plantar comida. Primeiro, utilizando “ cave das mães” como insulto para desacreditar assenta em exploração patriarcal e degradação da mulher. Isto significa, que aos olhos de Graeber anarquistas “masculinos” que utilizam o sistema predatório para avançarem no mundo sem depender das mães. – ou da classe feminina que é construída para criar e reproduzir recursos humanos – que são o etaslon de sucesso; enquanto a classe feminina é mantida atrás no sucesso económico. Segundo, isto requer a habilidade de criar uma saída dos argumentos do interlocutor, neste caso, Graeber é surdo aos actuais argumentos do AP e varre-os para debaixo do tapete porque os associa á classe “falhada” – as mulheres, as mães. Finalmente, para manter o sistema patriarcal de (re)produção de recursos intactos de dominantes machos  brancos precisam de “Bangladesshi” e outros camponeses e trabalhadores para manter os seus nichos e esperar que plantem os alimentos e (re)produzem recursos e tecnologias para o “intelectual” na linha da frente do patriarcado. “ Como sabemos que os agricultores Bangladeshi não querem ser anarquistas antropologistas?” perguntei a Graeber. Mas ele ficou ofendido com a minha resposta, porque, como ele explicou mais tarde, por alguma razão não esperava “isso” de mim: era esperado aparentemente que eu concorda-se com a sua opinião e nãp fala-se em desacordo com a racionalização intelectual da esquerda da raison d’être dos Bangladesshi e outros agricultores, trabalhadores da Malásia na industria dos carros, trabalhadores de uma fábrica de computadores na China, et al and ad infinitum.

Isto explica porque existe uma hierarquia racial e de género na qual muitos anarquistas brancos consideram ser “teorias anarquistas” Portanto, é usual uma pequena minoria, nomeadamente, homens brancos, muitas vezes da classe dirigente, que tem a infra-estrutura social, e simbólica e capital material que lhes permite pensar e produzir tal como aceder á esfera pública da voz dominante. A mulher branca e a classe baixa branca em de lutar muito mais que os machos brancos para serem aceites nesta esfera de influência e poder social. As perspectivas de pessoas de cor e não humanos selvagens são postos de fora da esfera dominante “publica”. Pessoas de cor são maioritariamente silenciadas nas publicações e media outlets a não ser respondam às necessidades da supremacia branca ou tornar-se revolucionário em países que tem dependência colonial dos “Europeus” (ocidental e norte) e a sua relação parasita com o resto do mundo. No quer diz respeito, mesmo os “revolucionários” de cor são utilizados pelos radicais (Ocidentais), particularmente os anarquistas comunistas, como ponto da sua própria agenda que pretende estabelecer os esquerdistas brancos na vanguarda da politica sem ameaçar as seus privilégios de género, que inclui acesso a tecnologia, aos escravos vivos e mortos do trabalho. Devido á dependência intrínseca de trabalho escravo, estes “anarquistas” confiam no mesmo esquema nos seus encontros com humanos e animais não humanos e a sua utilização de tecnologia e média. No entanto, porque a maioria das pessoas pelo mundo ( mais de 70% são pessoas de cor) constitui os recursos de trabalho para a supremacia branca, a maioria dos não brancos tem perspectivas que tendem a ser criticas da modelo sócio económico “Ocidental” que continua a explorá-los e já que critica da tecnologia é mais presente nos discursos. No entanto, estas perspectivas são mantidas fora da onda de influência ao manter os media e a indústria de publicação focadas na produção de conhecimento antropocêntrico “branco” e descartar as perspectivas não brancas como uma priori irrelevante, insignificante, marginal, e trivial.

Tenho imensos confrontos com radicais, anarquistas, e media e editoras que o confirmam. Vou dar um exemplo para ilustrar como funciona: em 2007 na Anarchist Bookfair em Montreal, eu foi ter com aAutomedia press sediada em New York. Quando expliquei o meu trabalho e perguntei se poderiam estar interessados em ler o manuscrito, que lhes enviaria de bom agrado, disseram condescendentemente que devia primeiro informar-me eu sobre a sua literatura. “ Nós publicamos livros anarquistas. Devia primeiro ter conhecimento do que fazemos. Não publicamos Cookbooks mexicanos, disseram.

Automedia publicou vários homens brancos que tomaram nomes islâmicos, como Peter Lamborn Wilson conhecido comoHakim Bey eMichael Muhammad Knight, devido a esta acção simbólica – de tomar nomes islâmicos por homens brancos é radical. No entanto, quando encontram uma mulher de cor castanha cara a cara falham em compreender o que estava a explicar sobre o meu trabalho. No caso da Automedia, ela aplicou o esquema da mulher de cor castanha estar associada com a ocupação inferior de “cozinhar”. Esta associação coma cozinha mexicana não é só sexista, é também racista, porque no meu caso, mesmo sendo o meu ultimo nome árabe, a cor de pele castanha e a pequena estatura permitiu-lhe não se preocupar em figurar bem o estereótipo “correcto” mas sim generalizar a minha ocupação como trivial. Vemos que esta mulher branca que representa a editora com o mesmo esquema com o qual David Graeber operou no exemplo acima, uma fórmula utilizada para tabelar e afastar como “irrelevante” a cozinha que alimenta o homem – especialmente o homem branco – e o paradigma da supremacia branca sem olhar se estes indivíduos envolvidos são radicais ou mainstream. A produção da teoria e a expectation de quem “sabe” e quem é “ de confiança” é portanto uma capital social que trabalha como investimento para as vozes “tradicionais” na hierarquia e portanto exclui a maioria das perspectivas daqueles que efectivamente alimentam o mundo; a maioria dos humanos não come de produtos da classe reguladora, eles são pelo contrário “ regulados” e as suas vidas na cozinha ou no campo de consumo. Muitos deles, é dada a opinião de que não quererão manter o mundo em níveis de status quo e manter as suas “profissões” como são.

Como os “ anarquistas sociais” ou “ anarquistas comunistas” se encontram no degraus de topo da cadeia alimentar, é fácil para eles continuarem cegos ao facto que o sistema de supremacia branca trabalha para seu benefício e que a tecnologia é importante para manter os seus “privilégios” intactos porque a tecnologia permite-lhes viver sem necessidade de outros, principalmente pessoas não humanas e pessoas de cor: a eterna questão de quem vai para as minas, procurar petróleo, cultivar, cozer a roupa, cozinhar, limpar, produzir tecnologias, energia, ad infinitum.

Mais, esta hierarquia em si funciona como um mecanismo de sucesso de opressão que também está a funcionar nos espaços chamados de “pós coloniais”, onde as pessoas de cor que estão em posição de poder “formem” colónias sabendo que são sistemas predatórios colocados na cadeia alimentar é assegurada se eles manterem o modelo económico da supremacia branca. Neste sentido, a cadeia alimentar hierática também inclui manietar vozes anarquistas de não brancos e perspectivas não humanas silenciadas e marginalizadas incluindo nas suas terras “pós” coloniais. Mesmo para os Europeus, entender o pensamento anarquismo e a sua  tradição depende da região, era, ou pelas lutas da linha da frente articuladas por aqueles que estão a “liderar” a resistência, que nem sempre são representativos de como as pessoas possam a ver as suas lutas. O termo “Bolshevik” e “Menshevik” durante a revolução russa são reveladoras: a palavra Bolshevik significava as vozes maioritárias noSecond Party Congress separados dos Mensheviks (significa minoria) em 1903, mas de facto esta era a opinião minoritária na larga escala revolucionária onde anarquistas e outras facções prevaleciam. Portanto, ir por ideias requer que nós sejamos sensíveis ao trabalho individual e o diálogo que provoca numa posição selvagem não tradicional com interpretações, entendimento, e acção. Mais uma vez, no meu livro sobre educação, discuto a fundo como sabemos, entendemos, e interagimos a partir de uma perspectiva anarquista.

Pela virtude do meu passado complexo, variadas experiencias nu  spectrum de classes sócio económicas, exposta a uma grande variedade de narrativas históricas, revoluções, lutas pós coloniais como também tendo vivido em 5 continentes sou extremamente sensível à perspectiva que direcciona o nosso entendimento e praxis. Na minha própria exploração teorética, estou disposta a dialogar com um largo espectrum de pensadores e cientistas. Não me acanho em citar brancos machos comoErrico malatesta, Petr Kropotkin, oukarl Marx, entre outros. Mas quero ter a certeza que também se inclui indígenas, ELF, ALF, ou pensadores, escritores e revolucionários de todo o mundo e ouvir a experiencia não verbal de pessoas não humanas.

O meu passado não é um pré requisito para a possibilidade de atingir iluminação na experiencia de outros. Leo Tolstoy era exemplar no seu sentido, porque tinha a capacidade de simpatizar tão profundamente com o carácter que ele estava retratando de que poderia saber como um velho cavalo sofre ou uma mulher numa sociedade patriarcal ostracizada se via impossível de continuar a viver. Escrever a história“ Na Old Horse” ou Anna Karenina com honestidade, Tolstoy não conseguia encontrar nenhuma justificação para a civilização, sociedade tecnológica, e portanto para a cultura da escravatura. Este conhecimento trouxe-lhe complicações para a sua vida, acções relações. Tais pessoas sempre existiram através da história da civilização. No entanto, para haver uma verdadeira mudança, precisamos que mais pessoas da classe “privilegiada” recusem os seus privilégios e se junte aos grupos humanos e não humanos pelo qual rezam. Precisam de entender o que é ser forçado a existir como a máquina, como o resultado de um domesticador, o grande predador – aquele estúpido macaco que trouxe o mundo á beira da extinção. Porque, como conta Philip Dick noAndroids Dream of Electric Sheep, quando realizamos que podemos estar a segurar a ultima aranha na mão e chorem por ele com todo o corpo e alma, não é a solidariedade antropocêntrica do “anarquismo comunista” que salvará a aranha, mas sim um acto heróico de atravessar a barreira do especismo e mergulhar nas fronteiras da máquina ontológica – o escravo de que podemos voltar ao paraíso perdido, que é simplesmente o mundo selvagem e a vida.

No teu web site li uma discussão a qual conclui que és vegan? È verdade? Se és vegan, quais consideras serem os beneficios do veganismo? Sabes, Muitas pessoas como está o AP relacionado com o veganismo; as pessoas vão ter de voltar a caçar.

O problema com a critica predatória no veganismo é que tal critica que acentua em preferências pessoais no consumo em vez da iluminar as largas ramificações de como construímos a nossa antropologia. È com esta preocupação que o meu testemunho de abertura na discussão “Mythical Predator”: nomeadamente, se devemos continuar a definirmo-nos em termos dos nosso consumos e preferências, que leva a um debate no cerne do sistema predatório, ou se devemos rever a nossa antropologia em termos do nosso papel ambiental como frugiveros simbióticos junto com os outros primatas. Na minha escolha pessoal, decidi na idade de 4 não consumir carne, e é fácil clarificar as minhas limitações no Norte da América em termos de veganismo. Ainda articulo a minha critica em termos da construção epistemológica da humanidade como “sucesso” evolucionário devido á sua antropologia predatória. Mais uma vez, discuto isto mais profundamente no meu livro sobre educação e estou a dedicar grande parte do meu novo livro que pretende criticar a teoria evolucionária civilizada.

 

 

 

Layla more information about their work:

On October 2013 book tour:

Interviews:

On Animal Voices, Vancouver by Alissa: http://animalvoices.org/2013/10/layla-abdelrahim-tribute-to-turkeys/

On Gorilla Radio, CFUV (University of Victoria) by Chris Cook: https://soundcloud.com/cfuv/gorilla-radio-layla-abdelrahim

On Doers, Makers, Thinkers CFUV (University of Victoria) by Julian: https://soundcloud.com/cfuv/doers-makers-thinkers-layla

Talks:

Tuesday, 8th October, 2013, 5:30 pm.

Department of Criminology, Kwantlen Polytechic University, Surrey, B.C.

Watch video here:

http://youtu.be/uVQujVAN6zM

Title:

Crime and Reward from an Anarcho-primitivist Perspective

Abstract:

George Zimmerman’s acquittal in the shooting death of Black teenager, Trayvon Martin, this summer came as a surprise to many mostly because the civilised believe words and focus on language rather than on praxis and consequences. Namely, civilised people see the judicial system with its verbose process of trial as a system of justice and in the eyes of those involved in Zimmerman’s trial, there was “no evidence beyond reasonable doubt” that Zimmerman acted outside the confines of the American law. The question thus was not whether killing someone was wrong, the problem that was to be resolved in this system of justice was whether the killer had the right to kill.

In this lecture, Layla AbdelRahim discusses the civilized premises that construct the human animal as predatory and thus centers murder in anthropology itself and reinforces the predatory narrative. Furthermore, this predation is structured by the classificatory system of civilized epistemology that categorizes groups of living and nonliving beings, whether human or not, as “resources” and “consumers” thereby excluding whole groups and immense suffering from the public discourse on justice. And as discussed in her book, Wild Children – Domesticated Dreams: Civilization and the Birth of Education, this predatory narrative is reinforced by both the medical sector and the system of education.

Tuesday, 16th

In Duncan, B.C.: http://www.ustream.tv/recorded/39913923

Title:

Schooling as a Political Choice to Conform to the Colonising Narrative of Domestication

Abstract:

Obligatory schooling has become the global narrative that frames our understanding of how children must learn. Narratives become reality when people act according to the plot that drives these narratives. Hence, obligatory schooling, where children are taught through literacy how to know and live in the world, has become the reality for most human children on earth. Furthermore, even if the specific details of what, for instance, is taught in French schools might differ from what might be taught in Kenya, there is a unifying experience of submitting children to “discipline” and hierarchical structure of obedience through literacy from an early age. This literacy is mostly linked with today’s major civilisations: European, Arab, and Chinese, the core of whose syllabus aims to domesticate human resources and instill in them a place in the hierarchy of the “food chain”. In this respect, the seemingly personal choice of parents or a community to whether send their children to school or choose to educate them at home or in the community, in both cases, constitutes a political choice: one to conform to the socio-economic and political system based on consumption and exploitation or to resist this paradigm. In this talk, Layla will draw on her discussion of “unschooling” and “schooling” in her new book Wild Children – Domesticated Dreams: Civilization and the Birth of Education (Fernwood Publishing 2013) to address how successful resistance has to entail a critique of the underlying speciesist, racist, and misogynist mandate of the domesticating narrative of civilisation and the disciplining methods of the civilised institution.

Friday, 18th October at 3pm.

Department of Geography, University of Victoria, B.C.

Title:

The Ship of Fools as a Place of Spectacle, Healing, and Education where the Wild are Sent to Die

Abstract:

The Medieval European allegory of the Ship of Fools was more than a metaphor or a literary ruse to critique the Church and the state. In Madness and Civilization, Michel Foucault argues that this trope was also a real socio-political tactic used to cleanse the civilised space by isolating the “mad” or the “unreasonable” from “society”. For civilisation, “reason” has two constituents: raison d’être and sanity. The sane are here defined as those existing for the purpose of domestication in a “natural” food chain hierarchy. In this sense, “society” consists of those working for the “reason” of domestication and socio-economic hierarchy, exploitation, and consumption and those who cannot or refuse to abide by the domesticator’s definition of their reason for existence are either sent to sanatoriums, hospitals, or other correctional facilities to be cured or killed.

Drawing from the research conducted for her book, Wild Children – Domesticated Dreams: Civilization and the Birth of Education (2013), Layla AbdelRahim discusses schools and children’s culture as spaces of such isolation and “correction”: where the wild raison d’être to dream and to exist for one’s own, known or unbeknownst to self purpose is extinguished and where the child is taught to exist to serve as a human resource in the chain of exploitation of nonhuman resources.

Saturday, 12th October at 7pm

Spartacus Books, Vancouver, B.C.

Title:

The Ingrained Premises of Injustice in the Unknowledge Sold as Education

Abstract:

In this discussion, Layla will draw on the research conducted for her book Wild Children –Domesticated Dreams: Civilization and the Birth of Education, in which she examines the underlying premises in the construction of knowledge that the institution of education produces and proliferates. The first premise is that knowledge of others must be organised and based on “classification” of forms of life and nonlife. Hence, in monotheistic narratives, God creates groups of beings on different days and, in science, classification is the primary organising principle of knowledge. Knowing the self and the world by relating to individuals as members and representatives of an epistemological “class” fosters alienation from and ignorance of the real experiences of others and provides a system of oppression of whole groups of human and nonhuman beings. In other words, epistemological classification establishes economic classes, where some control the power and agency over the construction of “knowledge” while the others constitute “resources” to be domesticated and colonised by such knowledge and exploited as labour force and the source of pleasure and well-being for the “ruling” classes. Therefore, examining and critiquing how unknowledge about what is human or nonhuman is produced and reproduced through schooling and other cultural narratives is critical to overcoming gender, racial, and speciesist oppression.

(5) Tuesday, 15th October at 7pm. Camas Books, Victoria, B.C.:

Title:

What’s in a Class? On Reproduction of Gender, Species, and Ethnicity as Categories for Labour and Consumption

Abstract:

How do we know the world? How do we relate to the world and to our knowledge of it? Today, most people around the world believe that we cannot learn how to live in the world without having gone to school and received an “education”. However, what is this “education”? What is its content, its method, or its purpose?

Education is a systemic production, reproduction, and transmission of specific socio-economic constructs about humans, society, and the world. These constructs are then passed on as “knowledge”, which ensures the coexistence of epistemological classes as socio-economic classes in a hierarchical paradigm. Civilised science prioritises Cartesian thinking that divorces “reason” from “emotions” precisely because empathy with the exploited, the suffering, or the consumed will interfere with the project Civilisation.

In this conversation, Layla will discuss the underlying premises in scientific thinking about the world as a system of domestication of human and nonhuman resources for production, reproduction, consumption, and ultimately devastation.

(6) Sunday, 13th October, 2013

Purple Thistle, Vancouver, B.C.

Title:

The Insidious and Resilient Narratives of Domestication: Pitfalls to Watch for in Autonomous Learning Zones

Abstract:

What better weekend than ‘Thanksgiving’ to Join Layla AbdelRahim on her book tour for ‘Wild Children-Domesticated Dreams’, as she talks about colonization, domestication, and the challenge of not reproducing these mechanisms as we strive towards de-schooling.

Not only has the hierarchical project of domestication and civilization existed for the past ten thousand years, it has been expanding globally, engulfing more and more territories and bringing the world to a state nearing the brink of collapse of biodiversity and self-sustainability. This colonizing project has not been accepted passively. It has met strong ideological, epistemological, socio-economic, and physical resistance on both individual and social levels. Nonetheless, civilization has reached an epidemic level largely owing to its misconstruction of “knowledge” about human nature and the world. In her research, Layla AbdelRahim applies concepts from biology, anthropology, ethology, and sociology to examine the mechanisms by which socio-cultural narratives and material cultures reproduce themselves through domesticated bodies, minds, and desires. In this workshop, Layla will identify these mechanisms of perpetuating domesticated “unknowledge” and will engage a discussion on resistance to its narrative.

(7) Tuesday, 22nd October, 2013

New Moon Collective, Olympia, WA

Title:

Children at the Forefront of the War of Civilization over Colonization of Resources

Abstract:

Battling their own oppression and fighting against unjust systems for the wider public good, Anarchist and other activist parents often do not have the time to allot to rewilding their own parenting culture and thus relegate the task of child rearing to institutions or other civilized child-care. In this workshop, Layla will address the questions raised in her latest book, Wild Children – Domesticated Dreams: Civilization and the Birth of Education (Fernwood Publishing, 2013) pertaining to the real cost of parenting and child-rearing and the implications of the civilized predatory socio-environmental relationships on children, their culture, and thereby on the world.

Layla addititonally send screenshot their discussions with David Graeber: http://i.imgur.com/oTJOqBq.png

        

                                                               

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      

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3 respostas a Layla AbdelRahim; domesticação, crianças, supremacia branca, primitivismo!

  1. Thank you for translation this interview into your language!

    • Was a plesure. Dont exist so many information about the primitivist view of the problems of society in Portuguese. So we are trying, among other stuff, to spread the many views possivel in primitivist thinking. At the same time we spread, we also become more aware what’s apening… Thak´s for making the interview. And i, m vegan, so the way Layla express her ideas, help people that normaly dont understand that defend animals is not just defending animal’s but is also bringing man back to the ecossism.

      And thanks for puting it in Inglish, hehe… hugs

  2. Yes, in my country is the same problem. Also there anarcho-primitivism is more or less taboo. This interview with Layla AbdelRahim was also based on thought that could theme AP more support in my country. Im also vegan, and AP. Veganism is there little know, but certainly more and more than AP critism – critism domestication, agriculture or technology e.t.c. I thank you for your work for animals, Earth and us and whole world. In solidarity…

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