Anarquia, Revolução e Libertação Animal

Anarquia: final de toda a opressão. Especismo: o que a impede de ser real.

Um revolucionário para se defender da opressão, oprime as forças de segurança, os capitalistas, os fachistas, como um predador se defende da opressão da fome ao atacar uma vitima. Mas quando um anarquista ataca um prato de carne, ou quando a sua dieta vegetariana advém da importação ou da monocultura ( intensiva) não se deve considerar opressão?

Quando se fala em Especismo, a grupos anti-fa, feminista, anti racismo ou anti-capitalista, orgulhos pessoais saltam das cadeiras, alarmes de defesa pessoais são ativados, crenças imutáveis são abaladas. A palavra é vista como um ataque, muitas vezes descartada automaticamente para os assuntos “utópicos”.

Equiparar socialmente a ação de um anti fascista/omnívoro à de um especista que crie animais, uma femininista a um latifundiário de derivados ( leite, ovos, leitões, borregos, violação sexual, etc), um anti racista a um caçador ou um anti-capitalista a um matadouro não é fácil de explicar nem de aceitar, mesmo entre vegans anti fa/anti racista, vegans Queer.

Desde que apareceu a luta de ação direta para libertar animais e defender a natureza que os socialistas ( comunistas) se juntaram aos liberais e capitalistas na defesa e preservação do comercio de animais contra os eco terroristas.

Não consideram que as ações levadas a cabo por ativistas dos direitos dos animais de ação direta utilizando técnicas de “revolução social”, “terrorismo económico”, salvamentos, atentados, tenham a mesma ética e equiparação do que as suas ações em nome da sociedade humana e infraestruturas estatais. Libertar uma galinha, não é tão importante como libertar um trabalhador, ou libertar uma vaca não é tão importante como libertar uma vitima de violência doméstica ou cultural.

O veganismo tem encontrado crescente interesse dentro dos movimentos anarquistas, devido à abertura de pessoas que já pensavam em compaixão, equidade, em si como um todo e não um todo em si. Encontrou um apoio que retribui com ajuda em lutas sociais “humanas”, esse apoio mutuo tem-se notado nos eventos para angariar fundos, quando um ativista é apanhado e vários grupos anarquistas/libertários saem em sua defesa ou em defesa do que ele defende.

Portugal tem sido um exemplo disso. E o movimento vegan tem muitos seguidores e companheiros dentro dos movimentos anarquistas. Isso é importante para ambos os movimentos, ambas as ideologias, juntos combatem a opressão recusando ser opressor ou oprimido, um Eu que não deve ser só pessoal, mas sim coletivo.

Existem movimentos puristas/nazys que tem nas suas fileiras vegans, para um anarquista – anti especista são dois inimigos, os racistas e os especistas. Para os anti fascistas em Portugal e no mundo, os latifundiários foram sempre a razão e o alvo, para um anti facista vegan são dois inimigos o “Senhor” e o especista. Para as feministas vegans tudo o que abusa do sua “feminidade” é revisto no abuso das vacas leiteiras, galinhas poedeiras, porcas para leitões, etc…

A luta de um anarquista é a mesma de um vegan, combater a opressão. Os dois juntos é um complemento essencial para uma verdadeira revolução social completa.

“”Para decidir se uma opressão é válida e o outra não é conscientemente limitar a compreensão do mundo, que é envolver-se em voluntária ignorância , muitas vezes não por conveniência pessoal. – Brian A. Dominick30 ” Em Libertação Animal e Revolução Social , Brian A. Dominick descreve como ele acredita que as relações entre a dinâmica de opressão dentro do estabelecimento estão interligados, inclusive: classismo , opressão econômica , estatismo , o sexismo, a homofobia , o patriarcado , o racismo (fundada em etnocentrismo ), egoísmo, e o resultado da supremacia humana; especismo e destruição ambiental . Ele afirma que ao longo da história do estado tem sido dependente dessas opressões interdependentes.7 Considera-se ainda que o destino de todas as espécies estão intrinsecamente interligados, de modo que a exploração de animais deve desempenhar um papel importante sobre o impacto do mundo humano. Isso inclui a domesticação de animais como sendo parcialmente responsável pelo “surgimento do patriarcado, o poder do Estado, a escravidão, hierarquia e dominação de todos os tipos”.

O documento abaixo é de 1997 e fala sobre Anarquia, Revolução, e Libertação Animal, Sociedade.

Anarquismo e Libertação Animal

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