Cultura Machista. Aristóteles, Tradição vs Feminismo!

Aristóteles nos manuais de história da educação - Alessandro Barreta GarciaVivemos  num mundo cultural, onde a tradição é imposta. Muita vez se pergunta: Como é possivel que no sec.XX ainda exista Machismo, Racismo e Totalitarismos.
Bom a resposta é que culturalmente até bem recentemente as 3 formas sociais faladas acima eram tradicionalmente ensinadas nas religiões, nas escolas, nas familias nas leis. Portugal é um bom exemplo da tradição de Deus, Pátria e Familia. Onde a Mulher tinha e têm um papel inferior, um papel de passiva, dona de casa, mãe e educadora dos filhos.

Como tudo começou? Podemos ir até aos tempos primitivos. Onde a história nos ensina que o homem com a caça, tornou-se o centro das tribos, o elemento principal e crucial.

Este trabalho que se segue apareceu no seguimento de um livro sobre o Liceu Aristotélico, onde no capitulo sobre “Exercío de psicologia” se fala sobre a mulher, seu papel e sua educação. Onde a mulher passiva e obediente segue aprendendo com o homem como o servir e melhor a sua situação social sempre respeitando os valores maiores de Deus, a obediência ao Homem, o destino de mulher e mãe, aprender a ouvir e calar.

Nós hoje somos o acumular de milhares de anos de cultura e tradição, não é novidade para ninguém que ainda hoje grupos fortes tentam manter essa educação desde a religião, a filosofia, antropólogos, historiadores, neurocientistas, nacionalistas e socialistas. A regra natural da hierarquia.

Qual terá sido o primeiro alvo da domesticação? O Lobo para cão, os animais para alimento e trasporte, as plantas para alimentar os animais, as criançascomo extenção da familia  ou a mulher para servir todos os outros?

Na história o homem ganhou notariedade com a caça, depois com a captura e domesticação que destruçou a ligação entre o homem e a natureza. Hoje pagamos caro, homens e mulheres, esse afastar da natureza. O  aproximar de Deus tornou a mulher um ser como o trigo ou a cabra, seres para “salvar”, “melhorar” ou ” exorcitar”. Depois vieram as guerras.

A mulher é Burra, fraca, impura, sensual, mãe e mulher ou prostituta,  algo mais é eresia, falso e ofensivo, perigoso economicamente e socialmente.

Para muitos mulher a pensar, a mandar, a fazer teologia, solteira e não virgem é um virús, um erro criado pelos socialistas, libertários, satanicos. Para os cristãos, é igual  a um Judeu, um preto, um monhê, um Chinoca, um Ìndio, um deficiente, um gay, um estranjeiro, e vive versa. Deve ser preseguida, humilhada, espancada, detida e mesmo morta para purificar a terra, libertar o homem das preocupações familiares, aceitar e  servir os desejos do seu senhor…

Se pensas que isso era dantes, lê uns excertos de um Livro dos anos 60 que fala da mulher  Onde, Quem e Como deve Ser: Filha de Deus, Mulher do Marido, Mãe do Soldado. Todo o resto desaparece, como quando se muda de bandeira. Comprada ou alugada a mulher é Mãe ou Puta.

frase-nao-sou-feminista-acho-que-a-sociedade-tem-que-crescer-em-conjunto-a-associacao-mulher-e-homem-rachel-de-queiroz-133723Consideras que esta afirmação é de uma mulher domesticada ou livre?

Pela liberdade da mulher domesticada:

 Liceu Aristotélico ( Lógica e psicologia) ; Álvaro Ribeiro. Sociedade de Expansão Cultural, 1962

“Ao Domingos Monteiro; à sua intuição artística; ao seu lúcido patriotismo; ao seu ideal humanitário.”

“Ditado e pensado de 1961 a 1962 este livro que confirma teses do outro Decénio foi escrito em atenção à atual crise da Pátria.”

Exercício de Psicologia

Esta premissa trivial de procurar saber a quem se fala, recomenda pela virtude da prudência, é particularmente importante no comportamento do diálogo do homem com a mulher.

feminismo-te-quiero-libreÈ preceito tradicional o de o homem falar à mulher sempre em termos de respeito, gentileza e ternura, ainda que norma menor de cortesia seja a de nunca lhe dizer algo que lhe possa ser desagradável. Quanto mal conhecemos a pessoa a quem falamos devemos admitir, até prova do contrário, que ela pode merecer a nossa admiração por estar situada num plano superior.(…) A curiosidade natural não é estimada pela escola nem realiza progresso cientifico; e se as mulheres, mais preocupadas com os problemas da maternidade, completam com noções empíricas o que lhes falta saber, os homens na sua maioria, imaginam que as diferenças dos sexos podem ser determinadas por simplistas noções de anatomia e fisiologia, estão atentos aos órgãos ou às funções indispensáveis à reprodução da espécie animal, mas não reparam no que se convencionou chamar caracteres sexuais secundários. Não se preocupam, a maioria dos adolescentes, em levar a sua investigação até aos limites alcançados pela ciência, ignorando quase todos a existência das obras célebres de Ramon y Cajal, Gregório Maranõn e Lopez Ibor, que encaram tais problemas na altura filosófica.

Há que habituar a ver que a mulher, se tem como destino natural a maternidade, cresce em obediência para tal fim.

A escritora francesa Simone de Beauvoir, respeitando pelo menos a evidência, foi forçada a confessar, no livro O Segundo Sexo, que o corpo da mulher não é igual ao do homem. A anatomia e a fisiologia ostentam as diferenças que impedem a concorrência leal no campo do trabalho.

images A escritora espera, todavia que pela higiene, pela ginástica, pelos desportos, pela adaptação aos ofícios mecânicos, pela aplicação dos braços e pernas ao volante, ao travão e ao pedal, a mulher chegue a libertar-se gradualmente da sua inferioridade, quando ostentar no corpo mais sinais de força e virilidade do que aparências frágeis de beleza.

Mais atenção deverá ser prestada ao estudo do sistema nervoso da mulher, cujos centros cerebrais comandam os movimentos dos nervos relacionados com os órgãos característicos da feminilidade. Esta observação já foi considerada no célebre estudo de J.P. Moebius pelo qual se conclui que na mulher a excessiva actividade intelectual não vai sem perigo para a sua função maternal. A observação vulgar de que o cérebro da mulher é, em média, de volume e de peso inferiores ao do homem, não permite inferir qualquer conclusão sobre as aptidões intelectuais, visto que o Cérebro é apenas um orgão de movimento, ou da vontade, conforme os estudos de Henrique Bergson.

Está, pelo contrário, reconhecida a precocidade intelectual da rapariga, que atinge a puberdade mais cedo do que o rapaz.

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Faltam-nos, porém, os estudos objetivos de psicologia experimental que nos permitam decidir se a mulher também difere do homem na actividade dos sensus comuns, nas sensações que resultam dos sentidos, para decidir se com tão diferentes elementos ela também possui uma diferente mundivivencia, o que é licito admitir perante a relação do estilo (subjetivo) coma técnica (Objetiva) manifestada nas obras das artes plásticas.

O estudante aprende de cor, e decora, as frases francesas, inglesas ou alemãs que lhes permitam exprimir, comunicar e persuadir, na certeza de que as profirá prontamente na livre conversação com pessoa do outro sexo.

A mulher presta atenção e medita, atribui à palavra ouvida uma significação simbólica, infere segundo as leis da semântica, e julga lucidamente a intenção moral do homem que lhe está falar. O adolescente atribui às palavras a significação comum e corrente. Falta-lhe a intuição filológica.

A mulher defende-se do adolescente que ainda não está preparado para assumir as responsabilidades da paternidade. Repare-se que ela nunca se dirá Obrigada para com o homem que pela primeira vez lhe dirige a palavra, porque sabe que a obrigação é mais que uma promessa ilimitada, é já um compromisso ou dever.

Num livro muito célebre, e até recomendado por autores de estudos de pedagogia, é apresentada a tese de que não é lícito inferir do comportamento das mulheres na sociedade contemporânea quaisquer indicações sobre o caractér feminino. Qualquer que seja a conclusão do estudo sociológico, permanece duradouro o valor da atitude educativa das antigas gerações, porque é lícito admitir que preceitos acerca do pudor, da prudência, da decência, tão conhecidos dos antigos e mencionados nas obras de Dante, foram de certo indispensáveis para impedir que a mulher seguisse por caminhos contrários à sua própria felicidade, como à das famílias e dos povos. Importa não confundir o pudor feminino com a timidez masculina. A adolescente sabe perfeitamente como deveria o adolescente proceder na mesma oportunidade e na mesma oportunidade e na mesma circunstância, mas não ousa, não toma a iniciativa porque não lhe é decente. Nas obras admiráveis desse lúcido espírito latino que é a escritora Gina Lombroso estão acumuladas as melhores réplicas aos argumentos do feminismo anglo-saxónico.

fap1È certo que a cultura escolar, tal como tem sido preconizada pelo ensino publico, concorre para o ideal da igualdade, e até da identidade, dos sexos, quando considerada apenas a vida intelectual. Na mutualidade social do intelecto activo com o intelecto passivo, compete ao homem o acto fácil de perguntar para interrogar, já que a mulher espera o momento de responder.

Se toda a inquirição é categorial, cumpre a quem interroga ter em mente a lista aristotélica das dez categorias: substantivo- relativo; Lugar tempo; quantidade-qualidade, situação- posseção, acção- paixão. Atingido o verbo está atingido o núcleo central do problema a resolver. Ante a visível timidez dos adolescentes, muitos adultos doutrinam a eliminação fácil de um dos elementos antagónicos, aconselhando os jovens a principiarem pela experiência unilateral nos lupanares, onde não há qualquer condicionamento ético para o alívio da tensão emocional.

Quanto mais tardia for a experiência do amor, pelo conjúgio (casamento)e paternidade, tanto mais tarde realizará o homem a transição da adolescência para a adulta idade.

aristoteles8A condição burguesa obriga os jovens a protelarem indefinidamente a hora do casamento. Por isso a maturidade intelectual, devida aos estudos secundários e superiores, raramente é acompanhada da maturidade afetiva que caracteriza a atitude natural das classes inferiores. Ora o amor, embora sensivelmente se configure como nutrimento terrestre, é exatamente o contrapolar da fome.

Não amando, irá perdendo o sentido do que seja a dedicação à Família, à Pátria e a Deus.

salazar03a livro 1 classe_thumb[4]Detidos em momentos atrasados de representação mental e das articulações intelectuais, porque não desenvolveram o intelecto activo, os adolescentes que não alcançaram a verdadeira conceção do amor são culpados de que o sexo masculino vá perdendo a sua função de educador do sexo feminino, numa dimensão que afeta a sociedade contemporânea. De geração em geração os sexos decaem na terrível mitologia da igualdade. O psicanalista Oswald Schwartz, demonstra como finalidade ética e religiosa do amor se cumpre efetivamente pelo sacramento do matrimónio. Tudo quando não alcança a plenitude da vida conjugal representa estados atrasados de evolução moral e mental.

Afastada dos conselhos e exemplos perturbadores, a consciência erótica só despertará saudavelmente na hora marcada pelo destino.

B_Fachada_Deus_Pátria_e_FamíliaFreud iluminou como ninguém a metodologia da história e a finalidade da educação. È indispensável, portanto, considerar que o destino natural e sobrenatural da mulher se realiza pela maternidade, para bem compreender a família.

Como porém o Estado só aprova a maternidade legitimada pelo matrimónio , ou pelo casamento, e a sociedade usa de todos os meios de repressão contra a maternidade ilegítima, vê-se a mulher obrigada a pensar primeiro na sua casa e em seguida na eleição do cônjuge, já que na ética moderna lhe é concebido o privilégio de rejeitar ou aceitar a proposta que lhe é apresentada pelo varão.

Descontente com o aspecto antiquado da casa onde viveram felizes os avós e infelizes os seus país, a rapariga espera pelo dia em que possa comprar nos estabelecimentos modernos os móveis e os adornos, aconselhados pelas revistas de modas ou apresentados nos palcos ou telas, enfim , a constituir um lar em casa nova, com mobiliário novo, e com enfeites de tecido por suas mãos.

A mulher imagina, portanto, a família em termos concretos de habitação e alimentação, em comunhão e em lugar, enquanto o homem, com sua consciência de jurista, define muito mais as relações abstratas de parentesco. Em segunda estância, a mulher começará a pensar que não pode bastar-se a si própria, que para entrar em casa, para casar, há-de necessitar da companhia do marido. A moldura pede um quadro, ou por um retrato. Ela imaginará, então, o noivo segundo o ideal humano que ao seu intelecto passivo é proposto pelo livro, pelo cinema pelo teatro. A mulher exige também que o homem escolhido lhe seja superior, mais elevado de corpo, alma ou espírito, magnânimo ou magnificente, honrado ou rico, e que mantenha firme a magia dessa superioridade, porque na igualdade adormece o estímulo do amor.

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Para sua defesa, a mulher acusará o homem contemporâneo de não ganhar o suficiente para manter o lar.

No novo em que estabelece a doutrina de que a maternidade só pode ser legitimada pelo matrimónio – sérios problemas morais que clamam por sanções de várias ordens. Houve já quem preconizasse o imposto sobre todas as mulheres refratárias ao casamento, ou celibatárias.

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As raparigas que, movidas pela intenção de frequentarem cursos superiores e secundários, ou pela obrigação de procurarem trabalho bem remunerado, deixaram de viver em casa dos pais, vão gradualmente perdendo o ideal estético, sentimental e ético do casamento, porque se habituam ao quarto alugado, ou a qualquer outra residencial da industria hoteleira, mais ou menos socialista. O estado civil da mulher, – convêm dizê-lo – define-se por um dos termos da alternativa: ou casada, ou hospedada. Sem casa própria, sem casamento, dificilmente poderá a mulher aceitar o imperativo moral da maternidade legítima. O vínculo jurídico será mera ficção para salvar aparências.

desintoxicacao_sexual_gÉ que a recusa da mulher ao matrimónio, além de ir causando o decréscimo da natalidade, com suas consequências demográficas e políticas. Cria situações de moralidade, ou de imoralidade.

Não há solução para tal problema sem dar primado à educação da rapariga para a vida conjugal, em escolaridade seguinte à da escola primária, e deixando para segundo plano o ensino adequado ao exercício de qualquer profissão compatível ou incompatível com a família. A incessante publicação de livros acerca da técnica da felicidade conjugal mostra bem a decadência da noção de amor nos países de preconceitos igualitários, onde a escola ignora a família, e significa o alarme preventivo contra a maior causa de perturbações nevropáticas, sabendo que é na vida familiar que surgem os insolúveis conflitos emocionais que atormentam o homem do nosso tempo. Actuam contra a família, e portanto contra tudo quanto da família depende, aqueles que aconselham a mulher a resolver os seus problemas enunciados na vida secreta do lar pelo recurso às autoridades públicas, às instituições de assistência e aos serviços dos tribunais, problemas que outrora eram resolvidos pelas leis da vida efectiva, pelos valores éticos e pelos princípios da razão. A mulher mal induzida a escrever, a documentar e a publicar o segredo jurado com o homem, – seu marido, seu amante, seu namorado, – acelera o processo civil da movimentação de dinheiros, talvez ao abrigo da legislação vigente e com certeza para proveito de intermediários, mas realiza também um acto de profanação degradativo e degradante de todas as virtudes femininas.

imagesA mulher obtém a seriedade moral pela maternidade, porque é criadora pela carne.

Julga-se superior à estéril e à virgem, olhando-as com desdém e piedade.

A voz da mulher é aguda e a do homem é grave, a pronúncia dos ditongos é diferente, a velocidade em proferir silabas e palavras é maior na mulher que no homem, o que não impede que haja mais oradores do que oradoras. O vocabulário da mulher é mais restrito do que o do homem, referindo mais as circunstâncias domésticas do que a vida pública.

A analise dos livros escritos por mulheres, o exame dos manuscritos, principalmente dos diários e das cartas, bem como a atenção à função simbólica da expressão oral, permitem-nos verificar a persistência de um ser capaz de se evadir da escolaridade, e consequentemente do cercado social, para realizar fins que não se compatibilizam com o preceito estulto de imitar o homem.

Por muito fortes que sejam a pressão escolar ou a pressão social quando obrigam a mulher a escrever como um homem, mais forte será a resistência da mulher que se conservará fiel às graças do sexo, até ao momento de voluntariamente desistir de ser feminina.

1017332_451378148291223_1228988895_nPara conseguir que a mulher tenha um espírito forte é, indispensável ensiná-la a refletir em consequência,a analisar os seus pensamentos, a exprimir-se de modo breve, e por fim a saber calar-se.

Só com a toga negra da mentalidade burguesa, a dos que representam a segurança pública e a estabilidade social, será lícito acusar a mulher de ser inconstante, de negar hoje o que afirmou ontem, contradizendo a escritura.

As frases da mulher, fluentes ou flutuantes, pairam na esfera do sonho até ao momento em que o homem queira transformá-lo em realidade.

A mulher vive num mundo de ficção análogo ao dos artistas, poética e prosaicamente, mas o seu pensar recai sobre temas constantes que podem ser mencionados no teclado seguinte pelas palavras de ordem:

silêncio, solilóquio;

solidão, companhia;

sofrimento, paixão, acção;

simpatia, amizade, amor;

Adornos, vestuário, habitação

passeios, espetáculos, divertimentos

relações sociais, vida profissional

Porque apesar da variedade imensa de temática que a mulher sustenta na conversa com outras mulheres ou com os homens, há um centro constante para as suas preocupações e ocupações, um só assunto em que ela pensa, em que é obrigada a pensar de mês a mês, e que se designa por uma bela palavra: maternidade.

imagesA mulher que, durante a sua mocidade, reprimiu a vontade feminina do seu ser, pelo cultivo da frigidez voluntária, sofrerá na crise da menopausa a mais terrível angústia da personalidade neurótica. Se permitem agredir aquelas que tranquilamente gozam de uma felicidade egoísta ou altruísta, talvez fora da lei. Fará pelo ódio a caricatura do amor.

Existirá mais ampla temática de convívio mental quando a mulher se mostrar dócil, isto é, disposta ou predisposta, a aprender com a palavra nítida do homem. Assim alem das conversas sobre pessoas, a mulher poderá falar sobre animais, plantas, artes decorativas e artes plásticas, literatura e música. Convirá evitar, porém, os assuntos que as mulheres consideram áridos e que, de certeza, são a geografia, a economia, a história, a política e a filosofia, porque se a mulher persistir em dizer que por eles se interessa dará sinal de se afastar da trajetória do seu sexo, para se aproximar das disciplinas em que mais fortemente incide a mentalidade própria do sexo masculino.

Abertas as portas de todas as escolas, já o sexo feminino segura com firmeza o volante, e nem naqueles que, seguindo a doutrina da ilustra escritora italiana, Gina Lambroso, concordam em que a adolescente seja, antes de mais, educada para a maternidade, o matrimónio e a peuricultura, se opõem a que a mulher lance mãos sobre os utensílios de trabalho, nem a que troque a agulha pelo estilo, e até pelo estilete, já que seus dedos ansiosos, buscam incessantemente a ocupação.

Adaptar o ensino público às condições próprias do intelecto passivo, para que as disciplinas possam ser aprendidas pelos adolescentes de ambos os sexos, e no mesmo nível mental, é descer do magistério ao ministério da educação. È por isso que não há liceus femininos, liceus cujas características, propriedades e virtudes sejam femininas em oposição ao sistema masculino, viril e varonil. Estudar será, portanto, ler muitas vezes esses textos oficiais ou oficiosos, até que possam ser reproduzidos pela memória mecânica.

De nada vale a exibição de uma hostilidade latente em quem tem tendência para a masculinização: vale, pelo contrário, demonstrar amor pela cultura, em obras subsequentes, sinais de uma fecundidade digna de respeito e até de admiração.

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