Especismo, ALF, Acção e Extrema Direita (Itália)

                                                             Alerta

                                                             Animalismo Fascista

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O exemplo de Itália

Nos primeiros dia do ano apareceu nos mass media italianos e em diferentes centros de informação web anarquistas, a noticia de um dos primeiros ataques do ano à industria de exploração animal.

Mais uma acção dentro deste incessante ataque às estruturas e negócios especistas que rodeiam o globo. Para muitos uma acção com milhares de percas económicas e um bom resultado. Uma acção para alegrar e difundir. Mas para surpresa de muitos de nós, na semana seguinte, eram detidos na cidade de Firenze, 2 pessoas e uma terceira era procurada, acusadas de 4 ataques na região da Toscana todas sobre a sigla da ALF.

O primeiro detido admitiu as acusações. E é conhecido por frequentar o centro social de extrema direita de Ferenze “ Casaggi” que pertence ao Movimento Studentesco Nazional, abertamente denominado como um grupo juvenil de direita.

Em cima disto os advogados que estão a defender da acusação são Giangualberto e Andrea Mennini Righini.

O primeiro foi candidato em 1999 nas eleições municipais pelo Movimento Sociale Fiamma Tricolore, um partido político de extrema direita de Itália.

O segundo advogado, defendeu um hooligan da extrema direita do grupo Bulldog Lucca 1998 acusado de atacar em grupo um barman, por ser de esquerda.

Não se conhece a identidade, nem informação sobre os outros acusados, mas a sua relação com estas personagens e a solidariedade que tem mostrado unicamente como 100% animalistas e blogs de postura da extrema direita, deixam claras as posições dos outros suspeitos.

Este sucesso não é um caso isolado que se vive na sociedade italiana. È toda uma extensão de um vírus que não se tem parado. A infiltração de grupos da extrema direita no movimento dos direitos dos animais/anti-especista gerou esta realidade na qual nos encontramos hoje. Todo isto graças ao bom caldo e educação que durante anos se vem a registar; a falta de “politização” de muitas associações e a ambiguidade com que muitos entendem o termo antiespecista, vegan e libertação animal, aplicando-os unicamente aos animais não humanos.

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Um dos primeiros grupos simpatizantes com este animalismo na nova direita italiana é o grupo Cento por cento animalisti , que tem ocupado espaço desde o seu inicio em 2003, quando foi fundado por Paolo Macavero ex-politico em Padova pelo partido de direita Forza Nuova. Estes na web declaram-se apoliticos, e sem ligações políticas a qualquer partido ou instituição, e inclusive religião.

Depois de 100% animalisti, no estado italiano tem surgido vários grupos como Blocco Animalista, Squadrone Animalista ou La floresta che avanzza. Este ultimo é uma fação ecologista dentro do grupo de extrema direita chamado Casa Pound, um dos maiores de Itália, que tem crescido muito nos últimos anos e conseguiu bastante poder graças às suas campanhas populistas.

Já não se dominam nacional-socialistas, mas usam o nome como identidade. E este é o novo fenómeno na Europa, debaixo da qual os novos nazys lavam a imagem para ocultar a mesma ideologia de ódio, supremacia e autoritarismo de sempre.

No Estado espanhol, a realidade da extrema direita no movimento animalista/ antiespecista, está a uns anos de luz do exposto anteriormente, mas tem de se ter cuidado com o futuro que ai vem. Foram poucas as tentativas de alguns coletivos ou membros de partidos políticos de extrema direita, de tentar unir forças e fama defendendo a causa dos animais, por agora pouco êxito, e continuam a estender a sua ideologia fascista por onde passam. Uma destas tentativas foi no protesto contra a execução do touro de Vega ou o “touro de Tordesilhas” convocada pelo partido animalista PACMA. Conseguiu-se que o partido anula-se as reservas das praças que os nazys tinham pedido, devido ao envio de E-mails avisando a organização da natureza do grupo e dizendo que muita gente não participariam se a extrema direita fosse, e que mesmo que fossem não consentiriam a presença da extrema direita. Isto leva-nos a perguntar se na turbulência de organizações, e associações animais existe consciência sobre este tema ou se simplesmente a decisão se tomou sensível, porque podiam perder simpatizantes ou votantes ao ver atingida a sua imagem. È decidir, seria mais uma boa questão numérica e de cálculos políticos que a existência de um conflito.

Em tempos de crise, o crescimento das ideias da extrema direita é um feito verídico e uma realidade diária, abrem-se novos centros sociais neo-nazys em todo o estado, acontecem novas agressões e partidos políticos entram nas instituições.

Estes feitos aconteceram na região de Toscana, onde ouve 4 ataques a empresas de exploração animal, foram difundidos pela net e publicações a favor da libertação animal e em apoio à ALF mas em nenhum momento foi mencionada a sua militância e relação com a extrema direita. Mais, diziam ser uma célula da ALF, cuja origem desenrolou-se num movimento anarquista.

Muita gente podia dizer que ao menos atacaram a industria láctea e não difundiram a sua ideologia e que portanto não havia problema. Mas isto é um erro. Estes sujeitos disseram ser da ALF, e os mass media afirmaram ser uma célula da ALF que ligaram à libertação animal e à extrema direita. Isto é um favor para as pessoas que lutam contra o especismo e pela libertação animal. Todos os autoritários, que preferiam ter nas jaulas todos nós, merecem o mesmo respeito que as empresas que exploram animais e aqueles que os torturam. São nossos inimigos tanto uns como outros.

Fala-se que somos todos animais mas libertação animal de que quase todos os grupos e associações animalistas falam, muitas vezes só se refere aos animais não humanos. E isto é um horror, ou uma adaptação do especismo. Temos de deixar claro que o que é o especismo e o que é libertação animal, e não ter medo que algumas pessoas não entendam. Esta é uma guerra diária, em que temos de tomar posições e que muitas vezes podem ser difíceis e que muitas vezes podem ser difíceis.

Lutamos por um mundo livre e sem autoridade, um mundo no qual não tenha lugar o especismo e toda a larga lista de ismos, Não há espaço para autoridade na luta antiespecista e pela libertação de todos os animais.

FIERA; publicación anarquista por la liberación animal; Marzo 2013.

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RiseUp

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