ANIMATISMO vs ANIMISMO.

Quando é que o amor pelo mundo que nos rodeia, passou a ser um pesadelo? Quem nos pôs a sonhar?

Quem tornou a ligação entre o humano e o resto do homem um dever, fez dela um trono?

Hoje não se fala em animismo, diz-se filosofia, espiritualismo, gnotiscismo, etc…

Qual a razão que leva tanta gente a procurar o que por natureza esta em nós?  A certeza da equidade na vida entre todos os seus elementos até às estrelas sem lhes dar nada nem pedir em troca.

O poder há muito é procurado, a imposição pode ser forçada e/ou educada. Hoje pensamos pouco em nós e no mundo, estamos ocupados com bandeiras, cores, culturas, defesa do meio que nos rodeia. Estamos “obrigados” a viver outro mundo que não o nosso.  A moral e a ética são clichés do seculos ocidentais. São elaboradas, construidas e educadas por mestres, pedreiros, gurus, etc. nunca pode ser individual (apesar de todas esses grupos assentarem na força e conhecimento de um só indeviduo seja,Hermes, Jesus, Buda, Hitler, Mao, etc…

As politicas do mundo material escondem as verdades do verdadeiro propósito de seus criadores, a continuação do poder sobre as decisões das massas…

Segundo a ciencia e a religião o animismo foi o primeiro passo para as religiões.

Para mim que fiz este texto essa afimação é como dizer que açorda foi criada para ser uma das sete maravilhas gastronómicas e não para matar a fome de quem nada tinha, a não ser as sobras de pão duro do senhor, água da fonte e um ovo que pediu á galinha sem dizer ao amo.

È como dizer que o culpado da violencia policial são os que cometem atos “violentos” contra o sistema.

Devemo-nos refugiar de trovões, fugir de tempestades, mas nunca devenizar isso é animismo. O resto são histórias da religião…

ImagemAnimatismo ou pré-animismo, mundo onde o homem não considerava os espíritos, a árvore era uma árvore, um rio um rio, uma rocha uma rocha. Onde o “ser humano” conseguia influenciar a natureza pela força do seu pensamento.

No animatismo atribui-se vida, intencionalidade, vontade e sentimentos semelhantes ao do ser humano a todos os objetos inanimados da natureza.

Não existem estudos antropológicos sobre povos pré animistas ou animatistas.

No período animista surgem os espíritos e aí a influencia passa a ser através de sortilégios (adorações, rituais, deuses).

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Sobre o período animista existem bastantes dados antropológicos e de teologia até aos dias de hoje.

Para alguns pensadores o animismo seria um espaço natural de evolução com 3 etapas; Fase animista-mitológica, fase religiosa e fase cientifica. Os objetos tinham a mesma capacidade de consciência e poderes humanos, e até mesmo de se moverem.

Animismo- Mitológico

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Os mitos começaram com o esforço do humano para explicar os sonhos.

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O homem começou a acreditar, então, que os animais tinham alma. Decidiu que tudo na natureza tinha alma, então segundo Burnett Tylor o homem podia explicar os fenônemos naturais, como a erupção de um vulcão.

Os humanos tem grande fascínio pelas forças da natureza, o primitivo por não as compreender, passou a acreditar que eram deuses, daí as venerações.

Por isso o animismo é muitas vezes considerado a primeira manifestação religiosa.

Burnett Taylor foi quem definiu a forma técnica do animismo em 1871.

Segundo Taylor o animismo é o primeiro estagio da evolução do pensamento religioso, que evolui para o politeísmo e posteriormente amadurecer ao chegar ao monoteísmo.

Antes das teorias de Taylor já existiam tribos politeístas, ou que adoravam um deus, sem serem animistas.

Para os animistas primitivos não havia diferença entre seres inanimados e animados. Na natureza é tudo vivo.

Tiele defende que animismo não é uma religião, mas sim uma espécie de filosofia acima da religião, e que controla todas as formas de vida do homem na infância do mundo. Caspari fala de um período pré-animista no circulo familiar e defende que o culto dos anciãos e chefes foi a primeira religião.

Darwin, Spencer asseguram que o homem primitivo não tinha ideia de Deus. Baynes estava em desacordo.

A teoria do animismo tem exercido grande influencia sobre o estudo das religiões. Isso é mostrado na tendência animista do prof. Maspero no estudo da religião egípcia, na contenção do prof. Robertson W. Smith onde a religião e as instituições sociais dos semitas são fundadas sobre o Totemismo, no culto dos mortos e dos antepassados védicos entre os índios e os persas, no estudo da alma entre os gregos.

Max Muller fala do animismo como um estagio que levou à antiga mitologia ariana, onde muitas vezes não é mais que uma conceção poética da natureza que permite ao poeta reconhecer agentes no sol, na lua, nos rios e nas árvores.

Hoje existem animistas que conservam a noção que as crenças do homem de hoje não começaram em um ser supremo , que a religião e moralidade tem origens distintas.

FB Jevons detêm a ideia que religião não faz parte do animismo puro e simples, e para tornar pessoal agentes do animismo em agentes sobrenaturais ou poderes divinos, tem de ser acrescentada uma ideia que não está contida no animismo, e isso é uma ideia especificamente religiosa, ficando o homem detido intuitivamente pela consciência religiosa. E.Mogk avisa o estudante da mitologia teutónica que ele não deve permitir-se ser seduzido menosprezando o fato de que o culto do Deus do Céu é uma das mais originais elementos das crenças teutonicas.

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               De La Saussaye diz que o animismo está sistematicamente em todos os lugares, misturando-se com religião, mas está longe de toda a religião.

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No animismo vamos encontrar a crença na antevidência, na sobrevivência e na reencarnação do espírito. De acordo com etnologia, o totemismo e o animismo constituíram etapas evolutivas que se seguiram ao estagio onde o homem primitivo chegara a conclusão de que morte não interrompe a vida e descobrira a realidade do mundo invisível. Toten seria “um símbolo do sagrado (planta, animal ou mesmo um objeto) de um clã ou tribo, sendo o totemismo “a religião que mantêm unido esse clã em torno do totem”.

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De acordo com Èmile Durkheim, o totemismo não é um culto a árvores, animais ou objetos, mas a crença numa força anónima e impessoal (verdadeiro totem) que se encontra em cada um desses entes. È independente do corpo em que encarna, pois a eles precede e sobrevive. “È um Deus impessoal, sem nome, sem história (sem principio nem fim), imanente ao mundo, difundindo numa multidão inumerável de seres. È essa força ou alma do mundo o verdadeiro alvo de sua reverencia e respeito.

È no totetismo e no animismo que vamos encontrar a semente de um conceito filosófico-espiritualista que seria desenvolvido em épocas posteriores, pelos grandes filósofos e pensadores da humanidade (incluindo Jesus: “Vós sois Deuses”) e que recebeu, através dos tempos, as mais diversas denominações, tais como Panteísmo, panenteísmo, pampsiquismo, etc.

Conceito esse finalmente apresentado de maneira magistral, decisiva e com clareza meridiana por Luiz de Mattos, nos capítulos Força e Matéria e Grande foco do livro Racionalismo Cristão.

Existe quem adote o termo animismo em sentido mais restrito e determinado. Para eles a palavra psiquismo teria podido preencher o mesmo fim que a palavra animismo, mas uma vez aceite a palavra espiritismo, parece-lhes preferível formar duas categorias.

O animismo parte de uma consciência sincera que vem sendo usada cruelmente pela maioria dos que fazem dela um órgão inquisitorial.

O animismo converteu-se em Cérbero, conhecimentos tornados num sistema opressivo. Reclama-se a precisão absoluta, perdendo-se lições elementares da natureza. Recolhem-se castelos teóricos, onde existem servidores. Exigi-se aparelhos de comunicação, como se a luz espiritual se propagasse como a luz elétrica.

Ideopalastia- modelagem da matéria do pensamento. Termo criado em 1860 por E. Durant que lhe emprestou o sentido de sugestibilidade: significa a impressão que o pensamento, num terreno preparado pela sugestão, pode provocar no paciente. O Dr. B.G. Tsinoukas recomendou o seu banimento.

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