A verdade inconveniente sobre o movimento Tar Sands Action

April 24, 2012

 Manufacturing Dissent:

Verdade inconveniente sobre a Tar Sands Action

The INSIDER

Em agosto de 350.org/ BillMckibben – liderou a Tar Sands Action que foi agraciada pelos seus lideres como  uma acção de desobediência civil colectiva com maior  numero de participantes na história dos movimentos climáticos. No inicio da acção até parecia que iriam fazer tudo para papar o Keystone XL pipeline, ou “ Fechar a maquina” se quiserem.

Com um titulo apelativo, a Tar Sands Action anunciou no dia 24 de Agosto, 2011 que as maiores organizações ambientalistas se iriam juntar para se oporem aos pipelines. Foi nesse dia que lideres de grupos comoa Greenpeace USA, Sierra Club, Rainforest Action Network, Friends of the Earth and the Environmental Defense Fund assinaram em conjunto uma carta ao presidente Obama que dizia:

“ Queremos que saiba que não existe um raio de luz entre a nossa posição no que diz respeito ao pipeline Keystone Pipeline e aqueles que estão a ser detidos diariamente á porta da Casa Branca…è talvez o maior teste que enfrenta entre o dia de hoje e as eleições. Se bloquear o pipeline, irá despontar dos ambientalistas o apoio que foi tão forte nas ultimas eleições.”

O fundador da 350.org, Bill Mckibben disse triunfalmente na carta de grupo, “eles todos mostraram que existe uma maneira para demonstrar ás bases ambientalistas que a rétorica da campanha de 2008 de Obama ainda tem significado  – que é vetar o pipeline.

Quando tudo estava dito e feito, alguns 1,252 activistas de todas as classes foram detidos em frente á Casa Branca. Um “movimento está a crescer” disse McKibben em Setembro.

A sério? Vamos examinar este movimento.

Claramente que teve milhares de fãs, e foi celebrado como uma vitória por activistas. Mas foi mesmo assim? Ou foi de facto uma charada manipulada, fundada e dirigida por montes de dinheiro das organizações pouco transparentes pro- Obama como a, Tides Foundation?

Um livro famoso de Noam Chomsky’s sobre o sistema americano dos média e propaganda tem o titulo “Manufacturing Consent”. No caso da Tar Sands Action vemos como os Democratas Liberais trabalham a técnica “Manufacturing dissent”

Como vamos ver, o que ocorreu nos últimos meses não foi nada mais que um teatro politico bem fundado de relações publicas e politicas. Não foi uma mudança social , nem de grande escala.

Pelo contrário. Tar Sands Action foi um modelo extremamente bem conseguido e sofisticado para criar a ilusão da construção de um movimento, completado pela desobediência civil, mas o verdadeiro objectivo, menorizando o seu primo, o “The 99 Spring”. Foi (e é) prejudicar os Republicanos e levantar entusiasmo em volta da re-eleição de Obama.

 

Tar sands Action: Parte do concelho da Tides Fundation “Tar Sands campaign”

Quando grupos verdes anunciam que se anunciam que criaram uma frente unida para fechar o Keystone Xl, o que realmente deviam ter dito, se estivessem a ser honestos, era que se uniram acompanhando uma maquina de propaganda através da Tide Foundation, um fundo não transparente em que dinheiros de outras instituições e com dinheiro de companhias privadas e ricas que dão dinheiro também para “activistas” campanhas politicas.

Para o publico a campanha foi apresentado como “Tar Sands Action”, mas para quem esta lá dentro é simplesmente conhecida como “Tar Sands campaign”, e algumas vezes também é referida como a” Tar Sands Coalition”. A Tar Sands Action é uma pequena parte de uma campanha que começou Agosto de 2009, com a Corporate Ethics International (CEI), como o “centro nervoso” da campanha.

O tempo da reviravolta da Tides Foundation em 2009 foi interessante dado que começou vários meses depois da primeira tomada de posse de Obama. Talvez a razão disso tenha sido para trabalhar a vitória verde de Obama durante a primeira volta para as eleições de 2012? Mais se saberá…

A campanha é a “mais larga colaboração fora fronteiras em campanhas ambientais”, disse CEI no website.

CEI controla a Business Ethics Network, . Kenny Bruno, um ex- membro da direção da greenpeace USA, serviu como coordenador de campanha, de acordo com a  pagina web. A sua “especialidade é a combinação de pesquisa, escrita, noticias, direitos, construção de coligações e acções conhecidas como “campanhas”.

A chave – mestre desta campanha – apesar de não ter sido dito publicamente pela CEI – foi a Tide Foundation. Em Janeiro de 2012 uma história no Financial Post explica, “ Em ambos nos EUA e no Canadá, um grande numero de grupos que fazem campanha contra as Tar Sands são fundadas pela Tide USA… Tide USA e a sua organização irmã, Tides Canada, pagou um total de US$10.2 milhões a 44 organizações… Só em 2010, Tide USA assegurou verbas para 36 grupos especificamente para algo chamado Tar Sands Campain.

A história continua a explicar, “A principal receita em dinheiro para a campanha Tar Sands Campaign da Tide… de 2009 a 2010, Tides USA quase dobrou o pagamento ao CEI, para $1,450.000 de $750. A lista de ONG’s financiadas pela campanha pode ser vista aqui. Naturalmente, são maioritariamente as organizações que se uniram na linha da frente da Tar Sands Action.

Uma apresentação de PowerPoint de 2008 vai mais longe na demonstração de como os fundos que patrocinam a Tar Sands Campaign funcionam, com os participantes a referir-se aos milhões que circulam como “Tides Tar Sands Fund”.

A reunião teve o apoio de Michael Northorp, Rockefeller Brothers Fund; Michael Marx, na altura diretor executivo  da CEI e agora coordenador da campanha do Sierra Club’s Byond OIl Campaign; e Susan casey Lefkowitz, director do natural Resourse Defense Council’s International Program. “Recordes em impostos do RBF indica que enviou $1.25 milhões para a organização de Michael Mar’x, CEI, entre Dezembro de 2007 a Novembro de 2010”.

Rockefeller Brothers Fund, deve ser relembrado, é o padrinho chave da Bill McKibben’s 350.org, o que explica o papel da 350.org na liderança da Tar Sands Action.

Q que é óbvio é que a Tar Sands Action foi o climax da longa campanha de elites das ONG’s verdes pata parar o Keystone XL. Mas porquê tanto dinheiro investido para parar um oleoduto afinal?

Dessenpacotar a Tar Sands Action: Revivar a “Marca Obama”

O que nunca foi menciono na campanha por pessoas como Bill McKibben e amigos, claro, foi o facto de que Obama já tinha aprovado o Kyestone XL em Agosto de 2009: Enbridge’s Alberta Clipper Pipeline.

Dado o passado desastroso sobre ambiente do presidente com uma politica energética “All – the – Above” durante a primeira volta, indo desde a aprovação de oleodutos, exploração de petróleo off-shore, perfurações no Artico, Fracking, apoio para carvão limpo e energia nuclear, a Tar Sands Action, é de longe para queles que quiserem ver, foi um esforço desesperado dos patronos de Obama, afunilando fundos para ONG’s verdes em tete-la-tete com a Tide Foundation, para fabricar a “vitória” verde antes da eleição de 2012 para vender  ás bases de voto.

Em 3 de Setembro de 2011 nasceu o movimento Tar Sands Action, disse McKibbent, “Não vamos fazer o favor a Obama de o atacar. Iremos apoiar a campanha de Obama onde parou em 2008. Negando o oleoduto será mandada uma corrente de eletricidade através das pessoas que o elegeram como presidente”.

Tradução: A Tar sands Action não foi nada mais que um movimento para a elite fundadora da Tides Foundation Democratic Party. Serviu meramente como uma tentativa de revigorar a base de votantes que se apaixonaram por Aquilo a que Chris Hedges refere como “Brand Obama” em 2008.

“ A marca Obama oferece-nos uma imagem que parece radicalmente individualista e nova. Impede-nos de ver que a velha maquina do poder corporativo e da vasta industria militar continua a vingar no país”, explica Hedges. “Corporações, que controlam a nossa politica, não produzem novos produtos, mas sim novas marcas. A marca Obama não ameaça o estado corporativo mais do que a marca Georges W. Bush.”

A “Victoria” da Charada

 

Em múltiplas ocasiões, a Tar Sands Action e os seus apoiantes dançaram a dança da “Victoria”, comemorando a grande Victoria para o movimento de justice climática.

“Um, ganhámos. Tu ganhaste” diz McKibben em Novembro de 2010 depois de Obama ter desistido da decisão sobre Keystone XL até depois da eleição de 2012. “é importante compreender quanto improvável era esta vitória”. À 6 meses atrás, quase ninguém fora da rota do oleoduto sabia do KeystoneXL. “O povo americano falou alto sobre alterações climáticas e o presidente respondeu. Tem existido poucas vitórias sobre o aquecimento global nos anos recentes portanto este é um dia importante.

Quase 10,000 pessoas partilharam a eufórica declaração de McKibben no facebook.

“ No caso de não teres ouvido a estrondosa celebração do movimento ambientalista Norte Americano, hoje o departamento de estado prepara-se para rejeitar o Keistone XL. #booyah” Joshua Kahn Russel, 350.0rg. “Isto serve para lembrar que o poder popular funciona. Acção Directa funciona. Movimentos sociais funcionam. Vamos tirar tempo hoje para celebrar uma grande Victoria. Cada vez que ganhamos, crescemos para o próximo embate”.

Até grupos com princípios radicais engradeceram e beberam da euforia. Grupos como Waging Nonviolence, o grupo socialista Solidarity, e o autor Naomi Klein.

A dança da vitoria, claro, apela para o sofrimento das comunidades indígenas que vivem em Alberta perto das Tar Sands, para as comunidades  onde existem oleodutos tar sands e refinarias o sofrimento é uma realidade diária; para os cidadãos que vivem no Norte Dakota onde, devido a pobres infraestruturas, fracked oil e gás estão a libertar gases a um nível sem precedentes; e geralmente falando, para aqueles que conhecem bem a expansão da industria tar sands já existente no Norte da America. Como Mother Jones tornou claro num artigo em Janeiro de 2012, onde “não existe esconderijo para o petróleo tar sands neste continente”.

Ourtra verdade inconveniente: O petróleo tar sands será transportado com ou sem Keystone XL.

Isto deve-se ao facto de um dos padrinhos bilionários de Obama , Warren Buffett (um dos homens mais ricos do planeta), dono da Berkshire Hathaway, Caminhos de ferro BNSF. A BNSF, por sua vez tem a capacidade e vontade para transportar mais barris de crude de petróleo por dia para os EUA do que o oleoduto, de acordo com o relatório escrito no DeSmogBlog.

Entretanto, o petróleo continua a fluir para o Texas.

TAR SANDS ACTION E DISSENT MANUFACTURED

Jonh Stauber e Sheldon Rampton no seu livro “Toxic Sluge is Book For You: Lies, Damn Lies and the Public Relations Industry” tem um capitulo chave intitulado “ Divide e Conquista”, onde explica quanto bem pagos e treinados são os Relações Publicas profissionais, aplicando a técnica de counteringsurgency (Pensa “ganhar corações e mentes”) para destruir movimentos activistas radicais.

Explicam:

“A industria de relações publicas… cuidadosamente cultiva activistas que podem vir a trabalhar contra os objectivos do seu movimento. Esta estratégia foi destacada por Ronald Duchin, vice presidente sénior da firma espiã Mongoven, Biscoe and Duchin… num discurso de 1991 na National Cattlemen’s Association, ele descreve como o trabalho da MBD, divide e conquista movimentos activistas. Os activistas. Explica, caem em 4 categorias: radicais, oportunistas, idealistas e realistas. Ele destacou uma estratégia em 3 passos: (1) isolar os radicais; (2) Cultivar os idealistas e educa-los para serem realistas; (3) levar os realistas a acreditar na indústria.

De acordo com Duchin, activistas radicais querem mudar o sistema; desacreditando os motivos políticos e sociais e veem as multinacionais como corporações como um mal… Estas organizações não confiam nos… estados e governos locais para os proteger e salvaguardar o ecossistema. Acreditam, que indivíduos e grupos locais devem ter poder directo sobre as industrias…

Duchin define oportunistas como pessoas que entram no activismo para ganhar: “Visibilidade, poder, seguidores e talvez até emprego… A chave para lidar com oportunistas é dar-lhes pelo menos na sua perceção uma vitória parcial… se a indústria pode com sucesso trazer estas relações, a credibilidade dos radicais perecerá e os oportunistas podem contar com uma parte na solução politica final”.

Posto no contexto do Keystone XL, os radicais estão há muito isolados e foram postos de lado nos rallies. Ralph Nader, por exemplo, foi negado uma chance de falar.

Os idealistas que trabalham como abelhas, a escrever artigos, enviar mail´s, contactar grupos e fazer trabalho social para a 350.org e amigos, que são os verdadeiros crentes da missão, como os 1,000 detidos, muitos dos quais ironicamente voaram para Washinton, Dc para serem detidos, em aviões alimentados por crude tar sands.

Os realistas? Aqueles que rapidamente compreenderam que Obama é um fantoche do petróleo e simplesmente irá mentir e lhe das-rá a vitória e ficará por mais naos a ajudar corporações multinacionais na 1600 Pennsylvania Avenue.

Ele é um espantalho, de facto, um dos conselheiros chefes da sua campanha, Broderick Johnson (marido da NRP’s “All Things Considered” Michelle Norris, foi formalmente um lobista da Bryan Cave LLP e foi contractado pela TransCanada para o Keystone XL.

DeSmogBlog descreve como “State Departement Oil Services”.

Prova “A” do comportamento realista: o comportamento do Sierra Club, A League of Conservation Voters, Clean Water Action, e Environament América, que, seguindo uma moda previsível, apoiou Obama para 2012, apesar das atrocidades contra o ambiente aprovadas.

“O Sierra Club e os nossos 1.4 milhões de membros partilham a mesma visão da América que o Presidente para uma economia  inovadora que defende o ar que respiramos, a água que bebemos a saúde e as nossas família”, diz o director executivo Michael Brune numa declaração ao The Hill que podia ter sido publicada no The Onion

Para completar o circulo, 350.org e o partido democrático, amigos aliados recarregaram as suas listas de e mails para as eleições, ganhando milhares de novos nomes para poderem espalhar a sua mensagem e converter em clickactivistas que talvez até deia dinheiro para a campanha ecológica  de Obama em 2012

“Desobediência Civil”

O acivista Jonh Stauber, autor do já mencionado “Toxic Sludge is good for you” disse:

“Martin Luther King deve estar às voltas na sua campa. A maior victoria de desobediência civil na Casa Branca dito pela 350.org em Novembro é uma miragem. Em vez de desobediência civil, parece obediência civil, ao perseguir o mesmo objectivo que o presidente Obama uma rosa do dia da Terra para a heroica barreira contra o Keystone XL. Os comentadores mainstream dos media corporativos nunca falaram do progressismo liberal. Os média sabiam já na altura que o presidente Obama já tinha preparada a aprovação do Keystone XL para 2013.

Stauber Continua:

A verdade é que desobediência civil não violenta é uma estratégia poderosa nas mãos de um movimento genuíno e transparente. Mas tanto 350.org e o seu primo The 99 Spring são dirigidos por fundos invisíveis com a sua própria agenda financeira e politica que fornece o dinheiro para as organizações.

Isto não significa que toda a esperança esteja perdida.

“Adorava ver as verdadeiras pessoas, que participaram nos treinos de desobediência civil, que foram detidas, se levantem e organizem o seu próprio movimento.

“Movimentos genuínos tem raízes, não dependem de patrões milionários ou bilionários. Como diz um velho ditado:  “Vive e aprenderás”.

The Insider is the pseudonym of an activist who works inside the Liberal Foundation-Funded Democratic Party-Allied Belly of the Beast. 

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